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Olá Wolff: contador online

De dentro da startup, fiquei no lugar certo para testar uma ideia simples e ambiciosa: desburocratizar a abertura de empresas em menos de 24 horas. Aqui está como transformei isso em prática — sem perder a experiência de usuário pelo caminho.

Olá Wolff, diminuindo a burocracia com um chatbot

O mundo muda todo dia. Ideias nascem, tecnologias amadurecem e, quando as duas se encontram, coisas andam. Com o Olá Wolff, a proposta era direta: facilitar o que sempre foi difícil: a abertura de empresas.

É um serviço baseado em inteligência artificial para acelerar o processo de constituição empresarial, tirar dúvidas de empreendedores, reduzir fricções burocráticas e conduzir a formalização.

A função do Olá Wolff era recolher os dados necessários de forma rápida e precisa, processá-los e viabilizar a abertura quase instantânea para MEIs e, depois, para outros tipos de empresa.

A marca e o seu guia

Começou como um símbolo de conversa. Evoluiu com uma tipografia mais suave e um degradê nas cores da bandeira nacional.

A vírgula virou o ponto-chave. Queríamos a sensação de que uma conversa estava começando e a vírgula se tornou o próprio ícone do projeto.

A marca foi registrada no INPI. Criamos um guia completo, com aplicações e regras de uso. Clique na imagem para expandir.

Cristian Sales, o comunicador

Desde o início sabíamos: a interface homem–robô poderia não ser suficiente. Criamos o Cristian Sales para dar rosto e voz ao processo. Ele é o pseudônimo do Wolff, um personagem para conduzir a comunicação em redes sociais e e-mail marketing, tornando a troca mais humana, rápida e eficiente.

O nome Olá Wolff nasceu do personagem de Ben Affleck em O Contador: Christian Wolff. Simplificamos para algo fácil de ler, simples de escrever e, de quebra, com um toque abrasileirado num sobrenome comum no Brasil que também significa “vendas” em inglês.

Outros nomes apareceram durante a pesquisa, mas Cristian venceu. Se fosse hoje, talvez colocaria só como Cris, para manter o nome neutro em gênero.

Usabilidade do chat

O chat era, muito provavelmente, a parte mais importante de todo o projeto. Fizemos várias versões, refinamos com o uso e sempre com um objetivo: parecer natural. Queríamos que a pessoa sentisse que havia alguém do outro lado, sem exagero. Buscávamos uma experiência familiar para o nosso público, majoritariamente trabalhadores MEI, com diferentes níveis de intimidade com a internet.

O acesso fácil para cada persona era indispensável. Também precisávamos transmitir confiança e segurança, com cuidado explícito à privacidade, já que pedíamos dados sensíveis. A validação de dados aconteceu dentro do próprio chat, pois era essencial garantir que as informações estivessem corretas antes de acionar o processo formal de abertura.

O front-end foi feito em React e se conectava aos Serviços Cognitivos do Azure e à nossa API interna para complementar o diálogo. Lançamos o projeto como open source sob licença MIT.

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Imagem real do produto em desenvolvimento em um visão mobileImagem real do produto em desenvolvimento em um visão mobile

Funções do chat

Conheça algumas das funções mais desafiadoras na construção de uma experiência consistente para as nossas personas.

Proximidade com o usuário

Assim que a pessoa informava o nome, o chat exibia esse nome embaixo das mensagens enviadas. O avatar recebia as iniciais. A conversa ficava mais íntima, mais pessoal. Do jeito que mensageiros atuais fazem.

Além disso, o horário aparecia junto de cada mensagem. Ajudava na auditoria e dava sensação de controle ao ver o tempo correndo ali, em cada resposta.

O Wolff está digitando...

Exibíamos um balão “Wolff está digitando...” para personificar o agente e criar empatia.

O recurso inseria um atraso entre o momento em que a resposta era gerada e o momento em que aparecia na tela. Esse delay era calculado pelo tamanho da mensagem. Estudamos a velocidade de digitação de uma pessoa rápida e adotamos 6 caracteres por segundo como referência.

Status de mensagem

Queríamos transparência sobre o andamento de cada mensagem. Criamos três estágios: enviada, recebida e lida. Uma bolinha clara para enviada. Duas (uma verde e uma clara) para recebida pelo Wolff. Duas verdes para indicar leitura e processamento da resposta.

Na prática, quando dizíamos que a mensagem havia sido lida, a resposta já estava no computador da pessoa, pronta para aparecer.

Fazendo os termos mais acessíveis

A conversa precisava ser acessível. A desburocratização passava por termos contábeis, jurídicos e oficiais de abertura de empresa, justamente os que afastam.

Contamos com uma UX Writer na formulação dos diálogos, e, quando necessário, apresentávamos informações adicionais em mensagens com um balão de apoio, sem quebrar o fluxo.

Backend, backoffice & pipelines

Trabalho junto a Junta Comercial e orgãos públicos

O projeto nunca teve posição política, mas precisávamos dialogar com as cidades e apoiar a digitalização. Do mapeamento de ruas para o alvará digital até integrações com sistemas municipais para que, com o alvará emitido, a pessoa já tivesse acesso à emissão de NF-e.

Backoffice

Ao escolher o Bot Framework, da Microsoft, perdíamos uma interface simples para edição de mensagens por quem não é desenvolvedor. Construímos um backoffice para isso e para centralizar os dados dos usuários com segurança.

Migração de conteúdo

Com vários ambientes em paralelo e um fluxo específico para os diálogos, implementamos um mecanismo de migração. Assim, o conteúdo que estava em produção podia seguir para desenvolvimento, e vice-versa. No backoffice, era possível escolher o ambiente de edição.

Pipelines de build e release

Para tudo funcionar, alguns projetos se integravam no momento da release: o chat em React, um framework CSS, um portal e uma API em .NET, um blog em WordPress e o backoffice. Cada um com desenvolvimento, homologação e produção.

O que chamava mais atenção era a agilidade necessária. As solicitações mudavam no caminho para uma reunião com a prefeitura ou com um deputado, e as alterações seguiam junto, chegando a cada ambiente no tempo certo.