Opinião e gatilhos sobre Mythic Quest da Apple TV

para mimmaio 01, 2021

Opinião e gatilhos sobre Mythic Quest da Apple TV

Terminei agora de assistir a primeira temporada de Mythic Quest da Apple TV, com a segunda temporada para sair dia 7 agora. É uma série excelente com personagens maravilhosos e fala muito sobre o ambiente de trabalho e todos os problemas da comunidade técnica. É implacável. é uma série sobre desenvolvimento de um game e sua equipe.

Comédia de lado, alguns pontos me marcaram nesta série (contém spoiler, mas não entregam a trama) e foram, de certa forma, gatilhos para mim.

Enfrentando nazistas

Uma das coisas que mais curti, acho que foi no episódio 3, aonde um bando de jovens nazistas começam a jogá-lo. Várias ideias foram mostradas sobre o que eles iriam fazer para enfrentar isso e criar um ambiente livre da propagação de ódio. Não estou aqui para falar das soluções propostas por eles, nem acredito que essa tenha sido a ideia por trás, mas sim sobre a falta de medo de falar sobre. A falta de medo de falar exatamente o que precisa ser dito.

Gatilhos de um jovem empreendedor

Durante muito tempo tive minha própria empresa, e ver a briga constante entre os sócios e casal no episódio 5, Dark Quiet Death, me fez lembrar as discussões e as brigas do dia a dia. Como bom ariano, gosto destas discussões.

Discussões sobre se devemos tomar um rumo para a empresa ou outro, se devemos aceitar tal oferta, me fez perceber que as melhores cenas da TV são aquelas que mais se correlacionam com você, pode parecer óbvio, mas para mim foi extremamente delicioso ver a briga dos dois pois representou muito bem as brigas que tinha, os momentos de risada em meio a negociações difíceis e a empatia da pessoa que você está trabalhando com.

Honestamente, não sei se isso fez o mínimo sentido.

Um abraço é tudo que precisamos

O penúltimo episódio (considerando o extra), foi uma alívio cômico, ou melhor, de emoções, dentre a pandemia. Entitulado Quarentena, se passa completamente por vídeo chamadas, e situações clássicas como ecos, falar no mudo, e até pessoas peladas na chamada.

Entretanto, o que merece a atenção é a cena em que no meio do isolamento, Ian visita Poppy, sua parceira que ele estava brigando constantemente e que há semanas se enterrava em trabalho, não tomava banho e não ligava a câmera. Ele conseguiu fazer ela ligar a câmera quando ele estava dando uma caminhada fora de casa (detalhe que ele era o mais “paranóico”).

A cena dela surpresa abrindo a porta para ele, ele a abraçando e ela chorando horrores, foi de longe uma das melhores cenas que eu já vi. O quadro estava escuro e ficou vários segundos em um silêncio desconfortável, mas ao mesmo tempo acolhedor diante de mais de um ano de isolamento, no qual só queremos um abraço.

É de cortar o coração.