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maio 27

Sobre a tal da terceira onda de Alvin Toffler

Velocidade. A terceira onda é sobre velocidade. É tudo sobre velocidade. A velocidade percorrida entre a informação no Japão até os Estados Unidos não pode ser maior que a velocidade da informação entre Rio e São Paulo. Velocidade de carregamento da página é um veredito assustador para desenvolvedores web. A velocidade é tanta que nem mesmo em tempo real tem sido suficiente. Enquanto helicópteros pousavam em Abbottabad no norte do Paquistão para capturar o Bin Laden, o usuário do Twitter Sohaib Athar narrava o acontecimento sem saber o que acontecia. Velocidade. Quanto mais melhor.

Mudança de conceitos, fim das empresas tradicionais e a adoção da filosofia start up por elas, quem sabe o fim até da educação da qual fomos educados. A velocidade dessa onda tem seus lados bons, mas é preciso estudar a forma como se utiliza isso. Essa mesma velocidade trouxe um problema gigantesco para produtoras de conteúdo, conhecido como pirataria, e também é ela que pode salvar.

Veja o sucesso de Game of Thrones, por exemplo, que é transmitido em tempo real em todo o mundo, sem a necessidade de baixar o episódio posteriormente e incentivando assim a pirataria, ou até mesmo o acesso instantâneo no lançamento das séries por preços acessíveis com a Netflix e streaming de conteúdo grátis, como a Apple Music e o Spotify. A taxa de pirataria diminuiu, e muito.

Mas será que é só uma discussão de como resolver os problemas que não teríamos se fosse pela computação. Não, essa ela vai mais longe. A velocidade do acesso à informação permite aos usuários dessa nova, se é que ainda podemos chamar de nova, tecnologia de administrar melhor suas escolhas políticas (diversos aplicativos e sites mostravam a real intenção de cada candidato na época das eleições presidenciais de 2014), econômicas e até mesmo de transportes. Olha a treta da mobilidade urbana ai!

A internet tem posto o país, se não o mundo, em frente a um espelho gigante, onde está sendo apontado nossos erros e temos que corrigi-los. O Brasil está chegando perto de países culturalmente mais à frente, como os Estados Unidos em que a sociedade já não se importa com uma simples crítica, ou um comentário que aqui, pode ser considerado racismo e preconceituoso. Mas vai além. A terceira onda esta mudando o mapa. Sim, aquele mapa velho guardado no seu armário estava errado. Achávamos que conhecíamos o mundo que estava tudo decidido, cada território tinha um dono.

Aparentemente os mapas de vários estados estavam errados e alguns territórios estavam marcados tanto de um estado quando de outro.

Se estamos preparados para tamanha velocidade? Talvez. Mas precisamos dela. Precisamos de uma onda que limpe nossos erros, que concerte nossos preconceitos e aponte nossos erros, mostre nossas diferenças e nos faça feliz por elas, uma onda que nos deixe iguais aos outros.

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I don't dream, I do a lot of things. Sou desenvolvedor Windows e Web, tenho o título de Windows Insider MVP (Anteriormente Microsoft MVP: Windows Experience). Sou escritor, programador, artista, mágico e inventor.